Que motivações se tem para adormecercom sorrisos e acordar com lágrimas?
Que ventos sopram de norte e
gelam o fogo dos ingénuos?
Um cansaço fulminante usurpa os sentidos
dilacerados de quereres amordaçados.
O frio entra e tu sofres a irrelevância de o sentir,
não é importante o calor resfriado do corpo,
nem as lágrimas petrificadas dos olhos inundados.
Sentes a alegria dos ruídos que denunciam
uma chegada, mas não esqueces, porém,
o ser que chora à chuva e em silêncio.
O que fazes alucinada?
Fechas os olhos e deixas cair…
na folha, no chão, no vento,
um sentir desesperado expresso mortificadamente
e um querer, um desejo que parece não chegar!
Nada importa e tu só imploras o regresso
dos sorrisos, a paz na alma e o lar quente!
(Autor da fotografia: Ricardo Costa)