Parada no tempo, encostadaa uma galeria de mim
espero o abraço da vontade.
E a sede de observar
fere, quem tem no âmago o embalo
do sentir. As pálpebras fechadas
dos olhares vulgares, atingem
como punhais a alma de um corpo.
E em linha recta faz-se
ouvir um som esquisito: é o silêncio
de um querer! Agora morto!
E na tela malfada vemos um aprisionar;
laranja criança e terra mulher
moldadas como barro!
Petrificadas como estátuas!
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(Imagem da autoria de: Pedro de Sá)