sábado, 13 de outubro de 2007

Desencanto

peço desculpa por a fotografia não estar identificadaCantam desencantos,
os cantos do poeta…
Choram manhãs de Inverno,
os olhos do poeta…
E há no rosto, o negro da alma
que mata o coração
e venda os olhos do poeta!
Ele não vê lógica ou razão
só sente a dor que lhe esmaga o peito,
dilacera todas as células,
dissemina todas as cores
e lhe confunde a visão…
Transtorna a sua vida de poeta!
Há em cada pergunta, incompreensão
e um descontentamento,
malfadado, aziago… maldito!
Há momentos de ternura
que se querem eternos,
mas distantes do presente.
Há mágoas agarradas a algo,
intrínsecas em mim
que abafam palavras,
sufocam gritos,
assassinam choros!
Quero-te longe e
que amaldiçoada sejas
por entrares, silenciosa…
cobarde!!
Espezinhas sorrisos
e julgaste poderosa…
Quem és tu? O que pensas poder?
Sai daqui coisa maligna…
Há ventos que te sopram
e Primaveras que querem nascer!!!