
Elas encontram-se e são
astro jardim de sereia e encanto…
são náuseas e guerras e lutas de mim.
São serpente e ave e perfume de jasmim.
Elas são elixir e raiva e veneno em mim.
E se misturam olhares num eu que não sou ou sou eu,
e cabelos e mãos e ventos de sorrisos de cores
que se baralham.
Elas são inocência e violência,
malícia e carícia… afagos de loucura e afins de indiscrições!
O que elas não são, é duas… e distinção e diferenças
e corpos sem singular!
O que elas não são, são ventos de norte e sul,
mas sopro só da mesma boca, e toque e dedos da mesma mão.
Porque quando as deusas se encontram e os ventos se misturam
há furacões e desentendimentos nas almas dela,
no corpo vazio e cheio de desordens.
Elas são uma miscelânea de melancolia,
ardor e repletos não entenderes.
Beleza e fealdade, malvadez e bondade,
são o que são elas ou ela, nem sei!
Elas são cantares antigos e imagens
de branco e preto pintadas…
Elas são, claridade e confusão…
não entendo, mas são!