quinta-feira, 17 de julho de 2008

Lakshimi eu, para ti!

fotografia de ABrito


 Já podes voar Lakshimi,
devolveram-te as asas
que tu própria querias cortar!
Inconsequente!
Como podes ser anjo sem voo,
e deusa sem devoção?
Irracional!

Há o mimo recatado meu e teu
depois do choro desesperado,
depois de um momento infernal!
Que se sequem as lágrimas,
minhas e tuas, esta noite e para sempre!
Foram lançados os pós de prelim-pim-pim…
que se faça o amor, puro e genuíno,
virgem, absoluto!
Único e irrepetível…

Que não encontremos solução no ópio,
nessa infortunada cura!
Que sejas tu e eu, e
que possamos voar com asas sem penas,
só com força de voar! De amar!

Há dentro de nós um amor que grita
e se quer fazer sentir…
é incontrolável, incansável!
Tem a força jovem de viver,
a certeza crescida de vencer!

Como poderia ser diferente se…
“Omnia vincit amor,
et nos cedamus amori”?