fotografia de Luis Azevedo (alterada)

O bailar baixo do cachecol
traz do passado, o doce cheiro da amêndoa
e está na cor irrequieta do arvoredo
a ansiedade, o sabor a Natal.
Impedido de entrar,
está o frio de Outono
aos portões da gabardine;
e a alma aquecida por um
sentir que aconchega,
leva no colo um passarinho verde.
Que vê! Que sente!
Que canta uma melodia
ansiando o compasso afinado do coro.
Solta a folha velha,
esquece o fruto maduro
e guarda os seus segredos
no silêncio de Gaya!
Só num lugar pode nascer um doce de árvore:
no lugar em que a brisa é perfeita
e sopra no raro momento em que
o baú das sementes se abre.
Sempre tão fechado! Tão secreto e lacrado!
Qual espanto espanhol…
doce de árvore é uma criação portuguesa!

O bailar baixo do cachecol
traz do passado, o doce cheiro da amêndoa
e está na cor irrequieta do arvoredo
a ansiedade, o sabor a Natal.
Impedido de entrar,
está o frio de Outono
aos portões da gabardine;
e a alma aquecida por um
sentir que aconchega,
leva no colo um passarinho verde.
Que vê! Que sente!
Que canta uma melodia
ansiando o compasso afinado do coro.
Solta a folha velha,
esquece o fruto maduro
e guarda os seus segredos
no silêncio de Gaya!
Só num lugar pode nascer um doce de árvore:
no lugar em que a brisa é perfeita
e sopra no raro momento em que
o baú das sementes se abre.
Sempre tão fechado! Tão secreto e lacrado!
Qual espanto espanhol…
doce de árvore é uma criação portuguesa!