quinta-feira, 28 de maio de 2009

Verde apagado

E mesmo sem nada prever,
os lagos de ervas reflectidas
transbordam pelas margens,
numa chuva tempestuosa,
os sentimentos desinquietos
daquela aldeia perdida.

Os habitantes dessas terras
moribundas, se desnorteiam
nas teias emaranhadas
dos pensamentos 'devaneantes'.

Que loucura! Que loucura é
viver nas profundezas,
desses lagos de ervas reflectidas
e, nas águas agitadas a
cada tic tac infernal!

Pára o tempo. Apazigua as águas.
Repõe as margens. Limpa os lagos…
Afasta o cinza e…
deixa o verde radiar!
.
(Autor da fotografia: Ricardo Costa)