Elas são redondas,da cor do nada e salgadas.
De cristal, elas são, e caem
sem parar pela
cascata do sentimento.
O acto isolado da sensação
elabora no peito a torção
de um coração fraco.
Ele já não bate mais. Apenas trabalha
sem sentir. Tem medo de ser!
Apesar da música ser linda e
sentir saudade dos sentimentos,
ela quer morrer… dilacerar o ventre,
sofrer de tortura primitiva.
Apertar o corpo com força de rebentar,
arranhar a pele com empenho de rasgar.
Ela é triste, não pensa mais em si…
não deixa brilho solto nos cabelos,
nem sorriso doce no olhar.
Ela está descontrolada, sem sentimentos de calmaria.
Ela sente desespero, solidão, tristeza e incompreensão!
Desiste… não quer mais falar!
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(Autor da fotografia: ABrito)