domingo, 14 de fevereiro de 2010

Oferenda


Delicada. Caminha para ti
e te entrega o seu vestido de cetim.
Despida. Puxa-te para um altar
de penas e velas acesas.
Requintada. Dedica-te uma melodia do Oriente
e deixa o ambiente a média luz.
Bela. Entrega-te um cálice de vinho
e se sacia com um trago de loucura.
Serena. Sorri para ti e beija-te o rosto
soltando no ar pétalas vermelhas.
Apaixonada. Ergue para ti
a sua caixa dos segredos.

- Esta é a minha oferenda! – Sussurrou.


Ela oferecia-lhe então,
o sorriso dos seus lábios, a alma dos seus olhos,
o toque da sua pele, a pele do seu corpo,
a carícia dos seus cabelos, a ternura do seu rosto,
o beijo da sua boca, o desejo do seu corpo,
o cheiro do seu perfume, a compreensão da sua essência,
a crença na fidelidade, o direito ao aconchego,
a certeza da paz e da harmonia.
E entre outras coisas, mil!

Oferecia-lhe tudo.
Oferecia-lhe, também, a chave
do seu mundo e o seu próprio coração.
.
(Imagem da autoria de: Daniel Pedrogam)