terça-feira, 3 de maio de 2011

Tic... tac...

Um… dois… três… quatro… cinco…
é uma constante sucessão ritmada
repetidamente ordenada
que nos faz perder o fôlego e
começar de novo…

Um… dois… três… quatro… cinco…
e nas discrepâncias entre os
medos aprisionados tu questionas
o olhar que te rasga a pele
se passeia em ti e te lê.
E tu, calmamente, recomeças…

Um… dois… três… quatro… cinco…
os escritos timbrados no sentimento
tatuam a pele a tempo e fogo
e um passado grave, acorda
num presente pacifico que te clareia…

Um… dois… três… quatro… cinco…
hoje a contagem é mais suave,
mas… o tempo acabou!

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(imagem da autoria de: François Benveniste)