"Será que ainda vai???" de Luís Cristino
Rasgaste a multidão impaciente de estranha serenidade,
mares desassossegados e fictícias ondas
e fizeste-te, decidido capitão,
presente como um desconhecido.
Ficaste sentado próximo da negra rocha
que sentia minha,
e lançaste-me um olhar de brilho ameaçador.
Sorri tão envergonhada quanto tu
(apesar de ti criança!)
e quis roubar-te a atenção.
Viraste o rosto de pele morena suave
num gesto altivo e dominante,
mas deixaste-me ver (sei que sim!)
um sorriso teu como resposta.
Senti ambição… vontade de abraçar
esse teu corpo tão pequeno e difícil de alcançar,
como se de conhecidos o dia escrevesse.
E navegar… navegar no teu mar de sonhos
e no teu barco de brincar!
Mas não nos tocamos; não nos aproximamos…
nós nem sequer falamos!
Caminhei, então, na minha praia
enquanto te via recolher a amarra e preparar a partida.
Sopraram os ventos fortes,
levantaste as velas da fantasia…
e incompreensivelmente, tudo ficou deserto…
não havia ninguém.
Olhei-te com tristeza e senti as mãos atadas.
Não pude fazer nada para além de
acolher o teu sorriso e retribuir o teu adeus.
Tu nem o teu nome me disseste…
…e foste embora!
Rasgaste a multidão impaciente de estranha serenidade,mares desassossegados e fictícias ondas
e fizeste-te, decidido capitão,
presente como um desconhecido.
Ficaste sentado próximo da negra rocha
que sentia minha,
e lançaste-me um olhar de brilho ameaçador.
Sorri tão envergonhada quanto tu
(apesar de ti criança!)
e quis roubar-te a atenção.
Viraste o rosto de pele morena suave
num gesto altivo e dominante,
mas deixaste-me ver (sei que sim!)
um sorriso teu como resposta.
Senti ambição… vontade de abraçar
esse teu corpo tão pequeno e difícil de alcançar,
como se de conhecidos o dia escrevesse.
E navegar… navegar no teu mar de sonhos
e no teu barco de brincar!
Mas não nos tocamos; não nos aproximamos…
nós nem sequer falamos!
Caminhei, então, na minha praia
enquanto te via recolher a amarra e preparar a partida.
Sopraram os ventos fortes,
levantaste as velas da fantasia…
e incompreensivelmente, tudo ficou deserto…
não havia ninguém.
Olhei-te com tristeza e senti as mãos atadas.
Não pude fazer nada para além de
acolher o teu sorriso e retribuir o teu adeus.
Tu nem o teu nome me disseste…
…e foste embora!