Sente-se no mar
a influência da lua
e no corpo, o frio
da água gelada!
Vê-se no rosto
as lágrimas dos olhos
e na alma, o golpe
da maldade!
Lê-se no livro
o ruído das páginas
rasgadas, e nas letras
a mancha do sangue
da estaca que matou o coração.
Dói a visão que dos animais
tenho, de corpos com chagas
e a chama da crueldade
que toca a Natureza.
E queimo de incompreensão!
(…)
E dói cá dentro este não saber
o que fazer. Não entendo
e ouço sem ouvir, como
olho sem nada ver.
E inconsciente fico
deitada no chão azul
e tudo é tão duro, tão agressivo
e dói no corpo os actos da mente!
E lá está, uma vez mais, a voz rouca
que à minha frente se faz perceber
sem impedir o corpo inchado
de se expressar!
E apesar de no ar estar
os olhares apaixonados que
fazem inspirar a sensação do passado…
eu deliro de ti!
De loucura! De incompreensão!!
De ilógica…de não razão!
"Tu que tens uma alma que vê, repara no luar, nas estrelas e no orvalho (...)" prof. Fátima Lopes
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
(In) compreendo!
Reflectido por
Íris Gea
