segunda-feira, 26 de novembro de 2007

A última dança

"last dance" - fotografia de Carlos Santos
Há dias em que a magia
não cabe na palma da mão;
E outros há,
que foge com uma brisa
e desaparece no vento!
E o mar tempestuoso
baila de folia numa briga perpétua
com a areia.
E cantam as sereias o encanto
envenenado de ilusões
e secretismos cretinos
que levam a crenças irreais.
Afogam estúpidos apaixonados
que não sabem distinguir os sentidos
…e fingem amar!
E o sol quente, vermelho fica
de raiva, de incompreensão…
de vergonha das visões que
na alma lhe entram.
E lhe rasga a essência!
E há na sedução do merengue
uma verdade de mentira que
se faz valer de mitos e delírios.
Uma dança corrompida que
desliza os pés de bailarino
num corrupio abismal!
Um fim longínquo,
que a vista não alcança
e a voz não atinge!
E não há dizeres que digam
o que a alma sente
e o rosto amachucado transmite.
Não há gesto que toque,
calor que aqueça
e espírito que permaneça
…no corpo!