quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Na distância do olhar

peço desculpa pela imagem não estar identificadaO alento que despe o azul
faz cinza de sua cor
e não há carmim que arda
e força que faça agir!
Há vontade da não vontade
e querer gritos que dilaceram
o corpo, esmagam os ossos
fazem os teus olhos raiar…
de raiva!
É um querer parar que enfurece
corrói, destrói, mata!
Não há nada, sorrisos que
façam sorrisos,
vontades que façam avançar.
E o tédio…
o querer esmagar, desenraizar
o descontentamento de algo descontente!
Ai… que te faz querer gritar!
E não há silêncio que te valha…
e as bocas não dizem nada!
Peço silêncio! Não me ouvem…
Oh! Claro que não…
Não me vêem…
há uma invisibilidade que cega
os olhares intragáveis!
Dá gana, as vidas conspurcadas de tudo!
E dá raiva!
Dá tanta raiva… que chega a matar
o ânimo, cortar o cadáver,
estrangular a essência!
Dá vontade de te dizer que…
…que te odeio, com alma,
com corpo, com coração!
Com raiva!

Quero não ver-te de mim!
Não se vê a raiva no olhar?