segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Nem na noite de Natal é, sempre, Natal…

Eu vi naquela noite fria
o canário a cantar na gaiola
e a mesa estava quase vazia.
Com o pote ao canto, a lareira de pedra aquecia
a pequena cozinha de negra
cor junto à chaminé.
O prato não estava vazio
e o coração… esse, esse é que não;
apesar de não estar lá mais ninguém.
Para além dela! E do canário!
A porta estreita de cor azul
deixou ver os cabelos curtos…
os brancos caracóis!
E lá estava aquela mesa tão pequena
e o banco de madeira, que é único.
Lá não mora mais ninguém!

Pergunto-me:
Foi Natal para ti nessa noite?
Eu não sei… ou antes, sei!
Sei que batia paz no teu coração e
os teus olhos sorriram amor naquele olhar!
Sim! De certo que nessa noite, foi Natal!

Quero dizer-te, por tudo, que gosto de ti…
Que beijo o teu rosto com amor!

Ah! É verdade,
agradeço a promessa feita ao teu Deus!

Continua a fazer Natal e sê feliz!