
Quando o mar salgado do olhar
choca com os rochedos dos lábios,
sou diálogo mudo
e canto gregoriano!
Sou flor frágil de jasmim
e tecido rasgado de cetim!
E o ser que se quebra ao meio
que de sangue de desvanece… morre,
cai no esquecimento da folha, jamais, caída
e nas preces diabólicas a negros deuses.
Quando a chuva fria no corpo
molha as entranhas da alma,
sou fuga de mim
e desespero e caminho indagado!
Sou jogo sem regras
e caneta sem tinta!
E nenhuma tela serve para pintar
os devaneios da essência.
E como pintor louco
atiro o pincel contra a tela… em desrespeito!
E passo a mão suja de tinta
no rosto cansado que revela a alma…
…é quando de ira se grita!
E o chão é o meu leito!!