
É noite, e na sacada o seu rosto é iluminado pela fulgente luz da lua cheia, e ouve num afago a música que lhe foi oferecida, que é para ela… e faz parte dela! Sentada naquele chão flutuante agarra o seu gato que está sempre de passagem… acaricia aquele pêlo aveludado até que sente os seus dentinhos afiados a tentar “perfurar” a pele… é ternura felina, nunca o faria e ela sabe-o! Balança o pé esquerdo calçado com sapatilha tipo all-star nº 37 ao compasso de uma melodia que a descreve! Agradece ao planeta azul por o contemplar, e à Natureza por a respirar! Aos caminhos que percorreu e que lhe permitiram conhecer quem conheceu, conquistar o que conquistou… amar quem ama e o que ama! Os cabelos molhados reforçam o sopro da brisa e a carícia no rosto… há melopeias que parecem eternas e assim se desejam. O gato voltou. E desta vez ela não o prendeu, e ele ficou… acomodou o seu espaço sobre as jeans rasgadas dela. Adormeceu! Ambos gostam da presença um do outro… ambos se aquecem e amam o que vivem… cada um à sua maneira: tão distinta, mas tão igual!
…é só para dizer isto, que é o mesmo que dizer nada… ou não!
…é só para dizer isto, que é o mesmo que dizer nada… ou não!