"O poder olímpico" de Luís Lobo Henriques
Como podes fazer isso comigo?
Tratar a minha presença como ausente?
E falar de mim como de uma estranha?
Como consigo confessar-te medos e alegrias?
Sou tão frágil perante ti… sabes tudo sobre mim!
Falas-me de mil formas
e só aceitas uma voz para falar contigo.
Não aceitas, jamais, diferentes tons libertados!
Dominas toda a minha vida,
sou brincadeira de tuas mãos…
que mexe se tens vontade,
e se cala se assim queres!
De que cor és tu, fada?
Que cantos são esses que me condenas a ouvir?
Que gritos são esses que só em mim ecoam?
Não sou, nem nada sei, sem ti,
mas o teu domínio, por vezes, esmaga-me!
Perdoa-me, ninfa, pois tanto te amo…
mas dá-me o meu espaço, o meu sol radiante.
Não me digas que ainda não me mereço,
e que em teu cativeiro devo permanecer…
é que não suporto mais esta sede de liberdade,
…esta louca ânsia de voar sozinha!
Não me prendas mais as asas
e deixa-me cair desacompanhada
neste voo mortal em que me aventuro!
Dá-me, meu ser superior, minha deusa alada…
Esta liberdade que te peço…
Há imensa porcelana… para que queres um trapo?
Como podes fazer isso comigo?Tratar a minha presença como ausente?
E falar de mim como de uma estranha?
Como consigo confessar-te medos e alegrias?
Sou tão frágil perante ti… sabes tudo sobre mim!
Falas-me de mil formas
e só aceitas uma voz para falar contigo.
Não aceitas, jamais, diferentes tons libertados!
Dominas toda a minha vida,
sou brincadeira de tuas mãos…
que mexe se tens vontade,
e se cala se assim queres!
De que cor és tu, fada?
Que cantos são esses que me condenas a ouvir?
Que gritos são esses que só em mim ecoam?
Não sou, nem nada sei, sem ti,
mas o teu domínio, por vezes, esmaga-me!
Perdoa-me, ninfa, pois tanto te amo…
mas dá-me o meu espaço, o meu sol radiante.
Não me digas que ainda não me mereço,
e que em teu cativeiro devo permanecer…
é que não suporto mais esta sede de liberdade,
…esta louca ânsia de voar sozinha!
Não me prendas mais as asas
e deixa-me cair desacompanhada
neste voo mortal em que me aventuro!
Dá-me, meu ser superior, minha deusa alada…
Esta liberdade que te peço…
Há imensa porcelana… para que queres um trapo?